sexta-feira, 18 de março de 2011

Volta por cima

Sobrevivendo sob o símbolo dos desastres,
Se olha o mar com pressão ,
Se olha pro lado com preocupação.
Mas distanciam o perigo em profundo silencio.

Tantos que perderam tanto!
Um abraço e um novo começo.
Brutais condições que estão as pessoas.
Tentativas mil para conter os reatores.

Batalhas disputadas como heróis.
Dão sua vida para as vidas dessa ilha.
Na fúria de congelar o perigo humano.

A fonte do sol... Mas parece , um inferno astral.
Povo marcado.Povo guerreiro. Volta por cima.
Semana de lágrimas contidas no mundo !

Silvia Dunley   18.03.2011

quinta-feira, 10 de março de 2011

Magia e prazer

Sem ter medo, sem ter pressa, te caço.
Nessa entrega, desintegra minha fúria,
Te envolvo em desventuras, arrepia nossa carne,
Docilmente, essa tigresa se abate nesse ardor.

Bem faminta e sedenta, tu sacias as vontades,
São cortantes os seus toques, vibram todos os desejos.
Do dedinho do meu pé até o fio do cabelo,
Sem ter culpa, sem cobranças, você marca o território.

Meu amor, que loucura! Como é boa essa entrega!
Não lhe devo nada em troca, pois te amo por inteira.
Nessa soma de amantes, já escalamos o Everest.

Entre todos os prazeres, a magia nos conduz.
Nossos corpos equilibram o calor desse amor,
Delirantes os momentos, inconsequente nossos atos.

Silvia Dunley,   10/03/2011

segunda-feira, 7 de março de 2011

Nosso Amor



Meus pensamentos são só seus, sem que eu os perceba.
Meus olhares te procuram lhe pedindo pra me amar.
E na magia desse desejo, te tenho loucamente nos meus braços.
E nessa troca de carícias, nos entregamos com paixão.

Nossos corpos se misturam com volúpia e prazer.
Nossas mãos vão desenhando tudo, tudo direitinho.
Vou ficando quietinha, pois você me hipnotiza.
Lentamente vou sentindo, o prazer de ser amada.

Ninguém fala, ninguém grita, a essência nos conduz.
Nossos corpos já suados se misturam pelo ar...
Vão deixando pouco à pouco, um perfume inebriante.

Somos dois em um só corpo, duas almas bem amadas.
Mas que pena quando acaba pois meu peito ainda te chama.
E espero agonizante, outra vez, tudo, tudo começar...

Silvia Dunley   16/08/2010


Perspicaz

Lábios ousados, cor da paixão, vermelho sangue.
Corpo dourado. Delineado, gritante e desejado.
Mãos pequeninas, aveludadas, firmes ao segurar.
Olhar de pidona, um tanto irônica, distante do mundo.

Alvo de ataque dos tubarões, fuga brilhante!
Páreo difícil, quase impossível.
Leveza de um charme, desfile ao andar.
Tudo outra vez, uma grande comédia . . . 

Lapidar essa essência, habilidade e destreza.
Ocultar os desejos. Bem-Feito esse jeito.
Que leva a falência de quem te almeja.

Radiante em gestos, decolagem perfeita!
Certeza de abrigo do ataque inimigo.
Mosaico perfeito nesse Mundo Mulher.

Silvia Dunley     02.12.2010

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Insensato



Que culpa tenho eu de ter te encontrado?
Destemida neste jogo, eu vim pra ganhar-te.
Entre todos os achados, você é o meu perdido,
Mesmo sendo um canalha teu lugar é cativo.

Ressurge das cinzas, minhas noites se tornam intermináveis,
Homem negro, aço puro. Eu me amasso nesse amasso.
Entre tantos o mais belo nessa louca aventura.
Nosso caso já deu samba, mas você nunca dança.

Rói-me o peito sem ter dó, sabe certo como ter-me.
Aventuras de um macho cobiçadas com prazer,
Um banquete de primeira onde você mata a fome.

Eu lhe entendo aventureiro... mas de mim tu tens medo.
Meu amor contagiou toda sua insensatez,
Aos pouquinhos fui minando esse homem imbatível.

Dominique da luz, 16.02.2011

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Rotina de Branco


Corredor frio, silencioso. Ruídos de passos apressados,
Cada leito, uma dor. Histórias bizarras.
Sensibilidade aflorada, temos que contê-la.
Procuramos forças extintas. . . Retornamos vigoradas.

Deparamo-nos diante do próximo, apático, vencido na dor.
Às vezes nos tornamos impotentes. . . Nada a fazer,
Como abreviar sua ida? Não queremos perdê-lo.
Esperanças existem. Decidir sem dúvidas.

Malograr jamais, a cobrança é nossa,
Intimidativo? Temos o antígeno.
Frustrados não, paciente consciente!

Veste-se o branco no corpo e na alma,
Luta constante da vida com a morte.
Onde os limites se findam no óbvio.

Silvia Dunley      05.12.2010

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011




Chacoalhar



Estamos fartos dos líderes em decadência,
Espertos no poder, egoístas e capitalistas selvagens.
Tendo sempre essa visão nesse mundo imundinho,
Eu ainda otimizo que podemos chegar lá.

É fato que o homem é o próprio autor da sua história,
Estamos hibernando há muito, vamos procurar o sol!
Tenhamos bom senso, pois a lógica nos obriga à perfeição.
Porque caminhamos em trincheiras, quando podemos beijar o solo?

O poder quase sempre é maligno em mãos despreparadas.
Nós vivemos sempre em guerra, pois o homem apodrece!
E diante disso tudo, só nos resta as frustrações.

Nesses rastros de ideais temos que erguer as vozes.
E aos gritos, sem temer, os dogmas que nos assustam.
E na busca de mudanças, nivelamos esse mundo.

Silvia Dunley    14.09.2010