sábado, 4 de fevereiro de 2012

Mudança Radical

Jurei nunca mais te amar.
Que seus beijos, os rifaria.
Suas mãos, aprisionaria.
Que teu corpo, mutilaria.


Mentira pra mim mesma.
Fiz dos beijos meus açoites.
Com as mãos, corri teu corpo.
Com jeitinho, dei-te todos os deleites.


Tão escrava quanto nobre, eu te fiz soberano.
Acolhi tuas sandices que brincavam intimidades.
Crepitando seduções de um vulcão em erupção.


Que loucuras extremistas que imperam esses corpos.
Quanta gula ao ceder esses frágeis toques belos.
Esfumaça esse caso na nudez de um caso ousado.


Silvia Dunley     02.01. 2012

Abrindo as portas


Preciso buscar meu íntimo mulher.
Acender anseios a todos os sentidos.            
Abrir essa porta que teima comigo.
Sentir o perfume dos leitos dormidos.


Rasgar minhas vestes um tanto roídas.
Soltar essa essência que corre em mim.
Buscar nos meus dedos o rumo preciso.
Jogar com acertos e erros também.


Criar essa ninfa nascida em mim.
Rolar um auê por baixo dos panos.
Viver essa vida em cima do salto.


Acordar em borbulhas prazer.
Pintar o sete com cores vibrantes.
Voltar a reinar num mundo amante.


Silvia Dunley     10.01.2012

Duas Pimentinhas

Horas ficamos iluminando essa trama.
Fagueira, travessa e com ar de ingênua,
Vou te apimentando e você bate palmas.
Lambuzando esse moço com o gosto chocolate.

Feiticeira e astuta que desperta esse “velho moço meu”.
Que lhe rouba em seu peito os grisalhos desatinos.
Ferramenta alegrias e presenteia a caixa preta.
Que lhe rouba gargalhadas e camufla suas dores.

Que te cega o passado e lhe faz um homem novo.
Azucrina suas perdas e cobiça te caçar.
Que te vira do avesso e revira teu pensar.

Alimenta essa moça com vontades femininas.
Que me pega aos pouquinhos e me deixa “ser domada”.
Que ficamos tão juntinhos dedilhando nossos gozos.

Silvia Dunley     31.12.2011


Meu sonho

O que o corpo faz, a alma perdoa.
Prazer em te ver. Sem pressa, sem hora.
Habito esse peito pertinho de mim.
Que bom te roubar um canto menino.

Ocupo teus sonhos num ritmo voraz.
Absolvo tuas falhas roubando essa festa.
Acomodo tuas mãos num canto qualquer.
Mato essa sede que sentes de mim.

Quisera ganhar teus fartos afagos,
Roubar tuas manhas com jeito garota,
Colher teus deleites amantes.

Somarmos dois corpos pungentes ao dar.
Vivermos momentos moleques em nós.
Cruzar nossas almas aos intensos afins.

Silvia Dunley 29.01.2012

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Confissões de uma “Dama”

Pixei para montar suas imagens pontilhadas ...
Alcancei teu brilho pela intensidade das cores.
Fantástico momento onde sempre te resgato nas nuvens.
Esse amor sobrevive a uma hecatombe nuclear.

Presenteados fomos com as flores em essência.
No currículo amor, conseguimos upgrade.
Alquimia de amantes no engajamento dominós.
Seja nas artes, nas ciências ou nos negócios, dominamos.


Olhos vendados, enxergamos caminhos de intensa paz.
Bem-feito gostar, amar e ousar nossas trocas.
E isso certeza tenho, que dinheiro nenhum compra.


Vou beber da sua água. Vou à forra nessa arte.
Vou trazer minha candeia e brilhar o nosso rumo.
Dou-te dotes de uma dama que abriga muito amor.


Silvia Dunley     01.01.2012

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Pincelando com arte



Seu perfume inebriante faz-me tonta e inquieta.
Sua voz me acalma e desperta as amarras.
Provocando sensações pra manter paixões acesas.
Nossos corpos se agasalham em volúpias tão ardentes.

Tão serena quanto doce, eu te faço minha parte.
Dou-te beijos de amor, alma e pele sem temor.
Nesse nosso 'Santuário' ninguém pode nos tocar.
Refletindo nossos corpos entre folhas do outono.

Lapidamos com brilho poucas pedras dessa Ninfa.
Caminhando lado a lado pincelamos esses corpos.
Palpitando por desejos, degustamos os carinhos.

Acaricio cada pedaço seu com nossas bocas coladas.
A cada instante me torno uma nova mulher pra ti.
Incendeia, desnorteia, serpenteia a certeza da nudez.

Silvia Dunley. 26.12.2011



Meio Amargo

Centelhas pontilham seu nome em rimas.
Como pude criar esse trama e ser prisioneira?
Sinto pudor, não minto. Sinto rubor, mas quero
Perco os sentidos mas te trago em pensamentos.


Delicio teu dorso em doses ousadas.
Contorno teus lábios com hábeis roçar.
Procuro teu corpo com ânsia amar.
Meu ventre lhe chama pra dança do ventre.


Corpo molhado , seios rígidos. Castiga-me querer.
Me cubro aos lençóis mas tu me descobres.
Meio amargo viver devaneios que se alimentam de nós.


Que cena babesca ! Que sina tão fina !
Que febre de amar ! Loucuras tão puras...
Meio amargo criar esse mundo e ter-te tão longe.


Silvia Dunley. 25.12.2011