Tanto temor ao me amar.Tantas vontades contidas.
Receios de uma nova paixão rasgando esse peito vivido.
Meus gritos ecoam sentidos que te façam ser grande.
Minhas mãos procuram somar dois corpos em um.
Te quero com tanto desejo que me tornei o teu anjo.
Preciso cair em seus braços e te fazer um feudal.
Despir-me em suaves carinhos e bailarmos os ais.
Sentir-me então sua dona e caçar-te com fome leoa.
Voaria além das nuvens pra ceder-te essa sede.
Calaria esse corpo conquistando suas vontades.
Degustava cada impulso com a arte de menina.
Sou seu anjo de verdade mas também uma capeta.
Certamente farias conhecer-me de verdade .
Com carinho acetinado ou loucuras apimentadas, me daria.
Silvia Dunley 03. 12 . 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Seu vôo
Entre trancos e barrancos , conheci um novo mundo.
Éramos dois em um só. Eu perdi minha metade.
Caminhei entre soluços e aos poucos, me erguia.
Fui guerreira, destemida e trilhei novas passadas.
Tenho todas as saudades que se brotam dos meus olhos.
São lembranças que avultam, te trazendo para mim.
Novamente eu repriso esse amor que foi aos céus.
Nossa história colorida foi parar nas mãos de Deus.
Como faço meu senhor pra viver sem esse homem?
Procurando uma resposta, negativo meu viver.
Nessa perda tão doída, me tornei uma bandida.
Sou aquela que se brota entre todas as saudades.
Hoje, fria e calculista, vivo um tempo sem ter tempo.
Como posso ainda estar viva, se morri naquele dia?!
Silvia Dunley, 19.11.2011
Me permita
Quem dera pudesse, beijar-te com arte,
Rasgar tuas vestes ousando minhas mãos,
Despir-me menina e fêmea vestir-me,
Trocar fantasias que permitam ousar.
Colher nossos toques num sonho real,
Cobrir o seu dorso com seios sedosos,
Roubar o seu íntimo na úmida alcova,
Caçar esse macho que cheira prazer.
Desvios faria nas entranhas famintas,
Seriam delírios nascidos por nós,
Dois corpos criados com tamanho encanto.
Queria ser mágica para levitar-me em ti.
Louca também para matar-te em prazer,
Secar tua pele com lábios molhados.
Silvia Dunley, 28.11.2011
sábado, 17 de setembro de 2011
Criador x Criatura
Curioso, moço! Como tô te querendo!
Fotografando você por palavras retilíneas,
Limitando suas vontades, te buscando inconsciente,
Dedilhando histórias nessa nua realidade.
Insanos somos, tão loucos de amor!
Quantas cartadas num jogo que cheira empate,
Belisco meu ego em pose Minerva,
Questiono o por quê de ser tão travessa.
Te tenho em sonhos de um jeito que quero,
Crio esse mito soberbo, rasgando meu seio,
Laço vontades latentes nesse lapso ‘amar’.
Desnudo essa alma-menino com toda a malícia,
Esboço esse moço-maroto com beijos molhados,
Crio um Pégaso-porreta que voa em prazer.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Moço danado
Deitar-me nos sonhos vividos por nós.
Acordar seus anseios com meus devaneios,
Sombrear este homem com minha miragem.
Arranhar o seu dorso com tantas carícias.
Cair em seus braços com fortes odores,
Saciarmos a vontade de sermos um só.
Roçar nesse corpo gotículas de amor,
Tremer as vontades com grandes abalos.
Pudesse voar até o ínfimo prazer,
Criar brincadeiras nos banhos afagos.
Morder-te sem pressa de um jeito “abessa”.
Menino maroto de um tempo vivido,
Cabelos grisalhos que apelam meus “ais”,
Sacudo teu tempo, te faço viril.
Silvia Dunley, 09/09/2011
Sombrear este homem com minha miragem.
Arranhar o seu dorso com tantas carícias.
Cair em seus braços com fortes odores,
Saciarmos a vontade de sermos um só.
Roçar nesse corpo gotículas de amor,
Tremer as vontades com grandes abalos.
Pudesse voar até o ínfimo prazer,
Criar brincadeiras nos banhos afagos.
Morder-te sem pressa de um jeito “abessa”.
Menino maroto de um tempo vivido,
Cabelos grisalhos que apelam meus “ais”,
Sacudo teu tempo, te faço viril.
Silvia Dunley, 09/09/2011
Vício x Amor
Afagos arfantes, carícias borbulham.
Penumbra esse vício que sinto por ti.
Tateio tua sombra com a ponta dos dedos,
Descubro tua alma com posse de nobre.
Atiço olhares viçosos, famintos,
Sugo sedenta a cada ousadia.
Precisa essa entrega que envolve desejos.
Encontro essa força chamada paixão.
Caminhos bem longos nos levam ao ápice.
Perdi-me de vez. Não sei e nem quero voltar.
Me entrego sem trégua, sem tempo no mundo.
Me enrosco em seus braços amassos.
Deu-me paz, os sonhos e ganhos,
Fez-me sua, muito fêmea e bem amada.
Silvia Dunley 31/08/2011
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Em vão
Tentei te esquecer. . . Mas que nada!
Procurei tantas fugas. Fora inútil.
Ocultei meus anseios. Que bobagem.
Caminhei em pedaços. Só doía.
Violentei-me consciente. Que maldade!
Fiz-me forte como a rocha. Eu roí.
Eu briguei com minha alma. Muito mal.
Quase fui a nocaute. Que loucura!
Não parei pra perceber o tamanho das feridas.
Escondia-me do mundo, maltratava meu pisar.
Tropecei tantas vezes que enfim, acordei.
Moço sábio, quase um Deus, tu roubastes meu viver.
Bem mansinho, na surdina, tu moldavas uma Deusa.
Mas agora te pergunto: Como chego ao Olimpo?
Silvia Dunley, 03.08.2011
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